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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Convite para Janta de Final de Ano do PPS Canoas - Terça, 21 de dezembro às 21h

Dileto companheiro,

A Executiva Municipal do PPS Canoas convida os prezados correligionários para o Jantar de Confraternização a se realizar na próxima terça-feira, dia 21 de dezembro, às 20 horas, na Churrascaria Vitória, localizada na Avenida Inconfidência frente a Agência do INSS. O valor será de 20 reais por pessoa.

Contamos com a vossa presença a fim de podermos brindar o final do ano de 2010.

Celso Pitol
Presidente Municipal do PPS Canoas

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Lançamento livro do deputado Berfran Rosado


O deputado Berfran Rosado convida para o lançamento de seu livro Rede Gaúcha de Sustentabilidade Ambiental.


Data: 13 de dezembro de 2010

Local: Solar dos Câmara, Assembleia Legislativa

Rua: Duque de Caxias, 986, Porto Alegre/RS

Horário: 19h

sábado, 4 de dezembro de 2010

Publicamos aqui artigo sobre qualidade total do companheiro Elso Corrêa, líder comunitário.

No mundo de hoje, globalizado, costumamos ouvir constantemente em nossos ambientes de trabalho, de estudo, familiares e de relações sociais, a seguinte palavra: QUALIDADE.

Termo de conceito subjetivo: relaciona-se com as percepções pessoais de cada um, por exemplo: um automóvel popular de motorização 1.0, para uma parte dos CLIENTES que procuram um carro econômico e barato, ele é um produto de qualidade; porém observando pelo ponto de vista de outros CLIENTES, que ambicionam um veículo mais potente e mais confortável, tal produto não tem qualidade.


De forma geral podemos dizer: “Qualidade é adequação ao uso”.

QUALIDADE é o que o CLIENTE, não o fornecedor, julga que ela seja!


Qualidade proporciona o retorno do CLIENTE (indivíduo que adquiri ou utiliza o produto ou serviço, que tinha necessidade naquele momento), pela: 2ª vez, 3ª vez, ..., 100ª vez, ... = Fidelidade.


QUALIDADE = Satisfação de Clientes = Sucesso no Negócio


E para atingir tais níveis de excelência, de forma a sobreviverem em um mercado global, cada vez mais voraz e competitivo, empresas e governos (municipais, estaduais e federal) necessitam realizar um GERENCIAMENTO MODERNO, baseado em:

· Produtividade de TODOS (departamentos, secretarias e ministérios), não apenas na mão-de-obra direta;

· TODOS devem ser uma soma e não uma diferença;

· Otimizar recursos, eliminando desperdícios;

· Pensar e agir GLOBALMENTE (mercados internos e externos).


Quem não MEDE, não GERENCIA


Inúmeras são as ferramentas que auxiliam a implementação de tal gerenciamento moderno: ISO 9001, Kaizen, Programa 5S, CEP, 6 Sigma, Planejamento Estratégico, BSC, ...

Mas a principal delas é fazer girar constantemente o Ciclo PDCA (Plan – planejar, Do – fazer, Check – Verificar/medir e Action – Atuar corretivamente), evidenciando a melhoria contínua de todos os processos e aprimorando cada vez mais a QUALIDADE.




Rodrigo Corrêa

Elso Corrêa

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

# LANÇAMENTO LIVRO DEPUTADO BERFRAN ROSADO‏

Prezado amigo (a)

É com prazer que o deputado Berfran Rosado convida-lhe para o lançamento de seu livro Rede Gaúcha de Sustentabilidade Ambiental. Sua presença é muito importante!

Data: 13 de dezembro de 2010

Local: Solar dos Câmara, Assembleia Legislativa

Rua: Duque de Caxias, 986, Porto Alegre/RS

Horário: 19h

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Incompetência do Ministério da Educação desmoraliza o Enem, diz Freire


Foto: Tuca Pinheiro
Incompetência do Ministério da Educação desmoraliza o Enem, diz Freire
Freire: ministro Haddad é "um dos enfants terribles do governo Lula".


Por: Valéria de Oliveira


O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), atribuiu à "pura incompetência" do governo, e mais especificamente do Ministério da Educação, a desmoralização por que vem passando o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por causa de erros nas provas aplicadas a milhões de alunos. O MEC, no atual governo, disse Freire "é uma trapalhada só". Segundo ele, um ministério que admite a censura de Monteiro Lobato "é capaz de toda e qualquer besteira".


O Enem foi realizado no último fim de semana. As provas amarelas continham questões em duplicidade e algumas com o mesmo número. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) descartou anular o Enem, mas a Justiça do Ceará já suspendeu temporariamente os efeitos do exame.


Não é a primeira vez que o Enem sofre um baque. Ano passado, as provas foram roubadas da gráfica Plural e "vazadas". Outras tiveram de ser aplicadas a milhões de alunos. Freire acha que os episódios são "um sinal de como o nosso sistema educacional está mal". O deputado chamou o ministro da Educação, Fernando Haddad, é "um dos enfants terribles do governo Lula".


Para Freire, não existem interesses em desmoralizar o Enem com os erros nas provas. "É uma desmoralização fruto da incompetência mesmo, não há nenhuma articulação, não". Ele defendeu a reformulação do Enem. "Hoje, ele tem a marca de malfeitorias, mas a idéia de termos uma avaliação nacional é correta e importante para o sistema educacional brasileiro".


Ainda ontem, no twitter do MEC um post afirmava que os alunos que já "dançaram" no Enem tentavam tumultuar com mensagens nas redes sociais e que eles estavam sendo monitorados e acompanhados para posterior processo judicial. Freire disse que a autoridade pública é que deve ser processada e responsabilizada. Ele atribuiu "a intimidação" à falta de argumentos do ministério.


Fonte:Portal PPS

domingo, 31 de outubro de 2010

Último dia de campanha

Nosso colaborador Celso Augusto Uequed Pitol produziu o vídeo que sintetiza o que o PPS Canoas sente ao findar mais uma campanha eleitoral. Nosso partido cumpriu sua missão com empenho e dedicação, honrando o compromisso assumido com a coligação "O Brasil pode mais" juntamente com o PSDB e DEM do município.



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Serra é recebido com festa em Canoas



O candidato estava acompanhados de diversas lideranças políticas gaúchas como Paulo Odone-PPS, Berfran Rosado-PPS, José Fogaça , Alceu Moreira e Osmar Terra-PMDB, Nelson Marchezan-PSDB e Germano Bonow-PP e foram recepcionados pelas lideranças do PPS Municipal, do PSDB e do DEM, que acompanharam o candidato até o comitê do PV na rua Dr. Barcellos. Ali, recebeu o apoio de Gisele Uequed , que foi a candidata mais votada do PV no estado. Serra agradeceu o que qualificou como "apoio combativo" e ressaltou que tem muitas afinidades com o Partido Verde que fazia parte de sua base de aliados como prefeito de São Paulo sendo que o seu secretário do Meio Ambiente do governo de São Paulo foi Eduardo Jorge, filiado ao Partido Verde.
Logo depois, Serra dirigiu-se até o comitê suprapartidário (DEM-PPS-PSDB) à rua Santos Ferreira, onde nova multidão o recebeu para um discurso conclamador.
Lembrou que a cidade foi a primeira que ele conheceu na região metropolitana eis que aqui esteve por ocasião da construção do hospital de Pronto Socorro. Referiu uma conversa que teve hoje com um usuário do Trensurb que externou a ele sua insatisfação com a situação da saúde pública. Serra ressaltou que durante sua gestão como Ministro da Saúde houve um avanço na área e agora o governo federal promoveu um retrocesso causando angústia e mesmo desespero ante a falha no atendimento à saúde pública.
Lembrou as ações que promoveu em São Paulo e que pretende implementar em todo Brasil como o laboratório médico de especialidades com 25 especialidades, 15mil consultas e 40mil exames ao mês. Serra considera curioso o fato de que a candidata do PT apresenta como proposta sua uma cópia dos laboratórios que ele implementou em São Paulo, sendo que em oito anos o governo atual nada fez para melhorar o atendimento à saúde. Como prefeito, Serra fez 30 Laboratórios de Especialidades e o governo de Dilma não fez nenhum. Agora apresenta como proposta de campanha com outro nome.
Lembrou também o Mãe Paulistana, um programa que implementou em São Paulo que envolvedistribuição de enxovais aos recém nascidos de famílias carentes e atendimento para a mãedurante a gestação e até um ano após o parto e que foi criticado e mesmo ridicularizado por Marta Suplicy do PT que foi candidata a prefeita na sucessão de Serra, sendo derrotada.Agora a candidata do governo promete implantar um programa igual com outro nome.Serra ressalta que tal atitude mostra o vazio da candidatura oficial.
Alertou que a saúde no Brasil precisa de " uma virada" sob pena de piorar cada vez mais e fala como alguém que tem grande experiência na área.
Serra foi o criador da Agencia Nacional de VigiLância Sanitária que tem de aprovar a produção de medicamentos genéricos para serem produzidos. No governo atual a Agência está segurando a produção, acarretando um gasto de mais de dois bilhões de reais para a população pela ausência desses genéricos nas farmácias.'"Eles andam devagar" afirma Serra e com isso a população fica privada de ter acesso a remedios mais baratos.
Prometeu "tirar o atraso" na saúde, na segurança e na educação e nos investimentos.Falou sobre o PAC que o governo tanto alardeia e que consiste em uma lista de obras em uma folha de papel e que leva o nome de plano de aceleração, sendo que de plano não tem nada eis que inexiste planejamento e muito menos de aceleração.Lembrou a situação crítica que vivemos na região com a situação de estrangulamento da BR116 e a omissão do governo federal.
O trem urbano poderia virar metrô de superfície como fez em São Paulo em 160 Km com a qualidade, o conforto e rapidez disso resultante e o trem ser ampliado na capital com uma rede de trens. Serra prometeu implementar isso dentro de sua filosofia de governar o Brasil para todo todos os brasileiros e não para um partido.
Ao lado de Fogaça, afirmou que este teria sido melhor governador do que o governador eleito mas ressaltou que a carteirinha partidária do governador do estado não terá influência no seu modo de governar pois pretende ajudar o Rio Grande, cooperar com o Rio Grande, independente de quem seja o governador pois propugna pela convivência democrática dos adversários e não entende aqueles que tratam competidores como inimigos a serem destruídos. 'Eu vou, como presidente, governar para todo o país. Não vou fazer aquilo que o adversário faz. Eu não sou uma pessoa de ódios, não levo ódios e nem me junto a turma de ódios. Eu me junto a pessoas parecidas que sabem que a batalha que temos no Brasil é uma batalha que visa somar para o bem do país. Governante é servidor público . Serve e se não quiser servir por favor fiquem fora".
Referiu-se a Petrobrás como exemplo do que não deve ser feito com as empresas públicas. Lembrou que os adversários inventam que existe intenção de privatizar efetivamente o que não é verdade pois Serra pretende é na verdade estatizar a empresa, acabando com o sistema em vigor de distribuição de partes da mesma para aliados do governo como a Petrobrás Distribuidora que tem setores entregues a Collor que é aliado de Dilma.
Ressaltou o prejuízo que o Rio Grande teve com a política econômica do atual governo, firmou compromisso de auxiliar o estado, sendo que entende ser vital para o Brasil o Rio Grande ir bem, e pediu um presente caso eleito : ser considerado cidadão honorário do que ele chamou de " pátria gaúcha", referindo-se ao forte sentimento nativista existente no Rio Grande.Compromete-se a estar junto com os gaúchos quando no governo.
Prometeu aprender a cantar o hino, sendo que foi um momento especial quando Fogaça em conjunto com os presente declamou a estrofe final do hino riograndense :"Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra", que foi repetida por Serra que brincou com o fato de que sua pronuncia da letra r é semelhante a dos gaúchos.
O tom do pronunciamento não era discursivo e sim como uma conversa entre amigos com Serra contando fatos de sua vida relembrando suas passagens por Porto Alegre quando estudante em um festival nacional de teatro em que participou como diretor. representando a Escola Politécnica de São Paulo onde cursava Engenharia e fazia direção de teatro e na ação política como presidente da UNE , onde "fiz muita agitação aqui antes de 64". Relembrou sua amizade com Brizola e declarou que quando voltar ao estado virá como alguém que vem à sua terra independentemente de quem aqui estiver governando.
Ao final, enfatizou o fato de que temos nove dias para buscar os votos , sendo que cada voto é importante,lembrou a importância de ir atrás daqueles votos que não viriam sem nosso esforço, pois nesses dias estaremos decidindo o futuro do Brasil, se teremos um bom futuro ou não.
"Não quero ser pretensioso mas caiu nas minhas mãos essa responsabilidade e ela é verdadeira não se pode brincar com o governo do Brasil." " Nós temos que ter no governo brasileiro um democrata, gente preparada, experimentada, que some um governo que será de união nacional, pois os problemas são muitos."
Saímos do encontro de braços dados, cabeça erguida e coração leve com pede nosso José Serra e convictos da importância de intensificarmos esforços em prol da candidatura que representa o melhor caminho para os destinos do Brasil.

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Fotos: Assessoria de Imprensa / PPS Canoas


Editorial do jornal "O Estado de São Paulo"

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

José Serra visita Canoas

José Serra visitará Canoas nesta sexta-feira estando previsto para as 18 horas o deslocamento desde a Estação Mercado da Trensurb até a Estação Canoas/La Salle.

Em Canoas Serra tem encontro no comitê do Partido Verde, sito na esquina da rua Araçá com Dr. Barcelos e visita também o comitê suprapartidário da cidade na Rua Santos Ferreira, 720. Em seguida, ele segue para Gravataí (RS), onde janta no Centro de Tradições Gaúchas Aldeia dos Anjos com lideranças políticas e empresários da região, por volta das 21 horas.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Serra no Jornal Nacional

Comitê da campanha Serra Presidente em Canoas

O Comitê da campanha Serra Presidente foi instalado na rua Santos Ferreira, logo após o posto de gasolina que fica situado na esquina com a rua Inconfidência.

Entrevista: 'Serra é muito mais de esquerda do que Lula', diz Roberto Freire

Priscila Muniz
Do JC Online


Após mais de três decádas na política pernambucana, o presidente nacional do PPS mudou de domicílio eleitoral e foi eleito deputado federal pelo Estado de São Paulo, com 121.471 votos. A mudança desencadeou críticas de rivais políticos de Roberto Freire, que afirmaram que ele foi para São Paulo porque não tinha mais força política em Pernambuco. Nas últimas eleições que disputou no Estado, em 2002, Freire obteve 54.003 votos, número que garantiu sua vaga no limiar da lista dos eleitos. Em 2006, Freire não disputou a renovação do mandato, sendo candidato a suplente do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB).

O político, que iniciou a vida pública no Partido Comunista Brasileiro (PCB), vem ao Recife na próxima quarta-feira (20). O JC Online publica uma entrevista exclusiva com o deputado eleito. Nela, Roberto Freire fala, além da mudança no Estado que representará, do desempenho de seu partido nas eleições, da corrida presidencial no segundo turno e da sua visão sobre o Governo Lula. Confira:

JC Online - Eleitos os proporcionais, como o senhor avalia o desempenho do PPS, partido que preside?

Roberto Freire - O PPS teve um desempenho que era mais ou menos o esperado. Nós perdemos uma cadeira de deputado em relação ao que tínhamos, mas ganhamos um senador, que não tínhamos. Eu diria que o partido aguentou bem o tranco de ter sido uma oposição muito presente ao Governo Lula, e podemos dizer que saímos do pleito sem sofrer uma derrota, ao contrário do que o governo imaginava e gostaria, até mesmo imaginando a minha não-eleição. Eu fui eleito por São Paulo. Um dado importante é que não existe na história um parlamentar eleito por um estado maior do que o que ele representava antes. O caso mais assemelhado a esse foi o de Brizola, que saiu do Rio Grande do Sul e foi para o Rio de Janeiro. Só que Brizola tinha saído como governador do Rio Grande do Sul, e eu apenas como parlamentar de Pernambuco.

JC Online - Depois de mais de três décadas de militância política em Pernambuco, o que o senhor espera dessa nova fase na Câmara Federal como representante do Estado de São Paulo?

R.F. - Pelo ponto de vista da minha atuação haverá pouca mudança, até porque uma característica de desempenho dos meus mandatos é que eu sempre fui um parlamentar nacional. Representava Pernambuco, mas era um parlamentar nacional. Por isso mesmo fui eleito por São Paulo. O que vai mudar é apenas o foco, quando a referência for direta à representação do povo de um determinado estado da federação. Eu vou ter que cuidar, como parlamentar, não apenas das questões nacionais, mas também agora das questões locais do Estado de São Paulo, tal como antes tinha que cuidar das questões de Pernambuco.

JC Online - Como o senhor encara as críticas que lhe foram feitas em virtude da troca de domicílio eleitoral?


R. F. - Críticas de quem? Pelo contrário, eu tenho visto aí em Pernambuco até muita satisfação com essa vitória. A crítica é daqueles que ficaram imaginando que nem para síndico eu me elegeria. Eu nunca perdi eleição em Pernambuco, e continuo sem perder em São Paulo. Em toda a minha vida pública, eu nunca perdi uma eleição parlamentar. As críticas são daqueles que não entendem que eu sou um vitorioso.

JC Online - Como o senhor encarou a vitória de Eduardo Campos (PSB) sobre Jarbas Vasconcelos (PMDB) com uma vantagem tão ampla em Pernambuco?

R.F. - Pernambuco foi um dos estados onde as oposições sofreram uma de suas piores derrotas. Assim como no Ceará. Não foram muitos os estados em que isso ocorreu. Mas de qualquer maneira nada na vida é definitivo, até porque nós estamos agora enfrentando um segundo turno com chances de vitória para as forças políticas que foram derrotadas aí em Pernambuco. No caso de uma vitória de José Serra (PSDB), as forças políticas que foram derrotadas em Pernambuco serão vitoriosas no Brasil.

JC Online - Ideologicamente, o que alinha o PPS à candidatura tucana à presidência?

R.F. - José Serra é um representante mais à esquerda do que o Governo Lula. Temos historicamente uma excelente relação com o que José Serra representa de pensamento. Eu disse em 2002, tão logo terminou a eleição com a vitória de Lula, que Lula tinha sido apoiado pelas esquerdas, mas o candidato de esquerda era Serra. Continuo afirmando isso. E o governo de Lula demonstrou ser um dos governos mais conservadores que a história brasileira conhece. É um governo aliado ao grande capital. É um governo que tem como programa social nada que modifique as relações na sociedade, mas que perpetua essas relações. Esses programas assintencialistas têm essa funcionalidade conservadora, exatamente porque mantêm essas relações sociais, embora possa melhorar a realidade social das pessoas, partindo do ponto de vista econômico. Mas mantêm as mesmas relações, não muda coisa alguma. O Nordeste não mudou em nada, e ainda viu ressurgir todo um coronelismo do qual alguns de seus agentes estavam quase que mortos. Eles ressurgiram das cinzas com o Governo Lula. Estão aí os Collors e Sarneys da vida. São velhos coronéis, velhos representantes das oligarquias, todos eles de novo mandando na política nordestina. Isso é um sinal de que não apenas não houve mudança como houve um retrocesso. Nós defendemos uma posição de um candidato que tem uma visão transformadora, uma visão vinculada à produção, uma visão desenvolvimentista, como é o caso de Serra.

JC Online - O senhor fez uma crítica aos programas assistencialistas, mas o candidato José Serra tem prometido, durante a campanha, manter todos eles, inclusive o Bolsa-Família. O que o senhor acha que ele fará de diferente caso seja eleito?

R.F. - Quando ele (Serra) fala do Bolsa-Família, ele coloca que vai criar todo um programa para que a juventude que está no núcleo familiar do Bolsa-Família tenha uma política para que busquem sua formação técnica e profissional para terem condições de sair do assistencialismo e ir para a produção, através do emprego e do trabalho. Agora deve ficar claro que a minha posição em relação ao Bolsa-Família não é igual à do Serra, até porque eu não penso o que Serra pensa e nem Serra pensa o que eu penso. Cada um de nós tem autonomia, e esse é um dos aspectos pelos quais eu voto em Serra. Nós não pensamos igual, mas eu penso de forma mais parecida ao que pensa Serra do que ao que pensa Dilma, que eu acho que não pensa, e ao que pensa Lula, que eu não concordo.

JC Online - Como o senhor interpretou a posição de independência do PV, que decidiu não apoiar nenhum candidato?


R.F. - Eu respeito a posição, embora ache que foi uma posição equivocada. Não estou dizendo isso porque acho que o correto seria apoiar Serra, não é isso. É que eu acho que todo mecanismo de segundo turno implica que as forças políticas se decidam. Essa posição de independência é uma posição, antes de qualquer outra definição, de omissão. É como se você não tivesse proposto nada ao País. No sistema de dois turnos você busca o projeto político de país que mais se identifica com o que você propôs. Se você não escolhe um dos dois, você parte para a omissão, como se nenhum dos projetos valessem a pena. Como se o seu fosse a única coisa que importasse para o País.

Vox Populi e as pesquisas fajutas

O Instituto Vox Populi perdeu sua credibilidade quando no primeiro turno da eleição presidencial afirmou que a candidata Dilma Roussef ganharia no primeiro turno com 53% dos votos contra 30% de Serra,conforme pode-se constatar pela matéria publicada na revista Carta Capital( ligada ao PT).
Como sabemos, o resultado do primeiro turno, apesar do eleitor ter sido induzido a votar naquela que aVox Populi já proclamava como eleita, foi de 46% de votos para Dilma e 33% para Serra.

Pesquisa da Vox Populi é pesquisa fajuta. Os fatos demonstraram.

Leia aqui

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Coligação " O Brasil pode mais" faz reunião de mobilização

Roberto Pires Rodrigues, Celso Pitol, José Carlos Patrício,Berfram Rosado, Robson Medeiros, José Orth e Heitor Catarino
Os partidos que compõe a coligação "O Brasil pode mais" em nosso município fizeram reunião neste final de semana na sede do PPS. O desempenho do candidato José Serra nos debates promovidos pela rede de televisão foi um dos assuntos da reunião como fator de entusiasmo da militancia oposicionista.
Ressaltado que os filiados devem buscar atender ao chamamento do candidato quando conclamou a população brasileira após o debate da Rede Tv a seguir de “braços dados”, “cabeça erguida” e “coração leve”. “Conquiste um voto a mais. Braços dados, cabeça erguida, coração leve, para, até o dia 31 de outubro, ganhar pelo Brasil”.

Serra agradece aos mobilizadores

Serra vence debate Folha Rede/TV








Foto: Cacalos Garrastazu
Serra vence debate Folha/RedeTV! exaltando valores e propostas
Serra atacou loteamento promovido pelo governo na Petrobras


Por: Site Serra 45

Considerado pelo grupo de indecisos mediado pela RedeTV! e Folha de S.Paulo, promotoras do evento, como o vencedor do debate, José Serra demonstrou mais uma vez na noite neste domingo (17) os motivos que lhe conferem a posição de candidato mais preparado para assumir o comando do País a partir do dia 1º de janeiro de 2011. Além da trajetória política sólida, sempre conquistada com o apoio popular nas urnas, e da apresentação de propostas concretas, modernas e eficientes para os problemas que afligem o País, Serra ressaltou que a sua candidatura promove os valores éticos e morais, essenciais para o andamento saudável de uma sociedade civil. “Os meus valores são a verdade, a honestidade, a liberdade e a democracia, a justiça e a solidariedade”, registrou. Defensor de um governo de "união", o presidenciável também ratificou sua disposição de tratar todas as regiões e correntes políticas de forma equilibrada e democrática, sem prejuízos para quaisquer partes. "O que que quero para o Brasil é um governo de união nacional, que não desperte o ódio dentro da sociedade brasileira", disse.

Atento aos princípios democráticos – a luta contra a ditadura militar, na segunda metade do século passado, deixou marcas na trajetória do candidato -, Serra pediu que os brasileiros vão às ruas de “cabeça erguida” e “coração leve” nessas duas semanas antes do pleito final. “Conquiste um voto a mais. Braços dados, cabeça erguida, coração leve para, até o dia 31 de outubro, ganhar pelo Brasil”. Voltado às discussões referentes ao futuro, o ex-governador de São Paulo se defendeu da tentativa da campanha adversária de discutir questões ultrapassadas, como a privatização de empresas estatais. “Na véspera da eleição, vem o PT, vem a candidata, e colocam no centro a questão da privatização por uma questão puramente eleitoral. Não tem nada a ver com a agenda do Brasil hoje”, argumentou. Serra também lembrou que desde sua juventude defende o fortalecimento da Petrobrás, atualmente refém do loteamento político promovido pelo governo federal. Contrário à entrega de cargos técnicos para siglas políticas, Serra vai fortalecer empresas como a Petrobrás, os Correios, o BNDES e a Caixa Econômica Federal.

Em vez de apenas criticar ações de adversários e se referir ao passado, José Serra levou para o debate discussões sobre o rumo de temáticas fundamentais para o governo federal, como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Sempre citando a situação do setor nos últimos oito anos e deixando claro quais são suas intenções como candidato a presidente para otimizá-la, Serra propôs, por exemplo: a implantação de 154 Policlínicas em todos os estados brasileiros, sem exceção, a criação do programa “Mãe Brasileira”, para gestantes e recém-nascidos, a criação de um milhão de novas vagas no ensino técnico, a reestruturação do Enem, o combate aos contrabando de armas e drogas nas fronteiras do País, sobretudo junto à Bolívia, o fortalecimento de ações que retirem do papel obras de infraestrutura que se arrastam há anos, por exemplo. Gestor conhecido pela competência na realização de obras e ações, Serra tem como meta melhorar as estradas e construir e otimizar portos, como o de Pecém, no Ceará, e aeroportos, como o de Porto Seguro, na Bahia.

Melhores momentos do debate da Rede Tv

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Serra no Rio Grande do Sul

Venham todas (os), quarta-feira, dia 13 de outubro, às 12h30min recepcionar o nosso Presidente SERRA 45 em frente ao Hotel Everest (Duque de Caxias ,1357 – POA)!

Ali acontece: Reunião com Deputados, candidatos na eleição 2010, Vereadores e Dirigentes dos partidos que apóiam SERRA. Coletiva de Imprensa.

Após vamos juntos, na grande CAMINHADA, descendo as escadarias da Borges, entrando na Andrades Neves, na Acelyno de Carvalho (rua 24h) seguindo pela rua Uruguay.

Participe! estamos na reta final do segundo turno queremos SERRA 45 Presidente

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Astrojildo Pereira e a cultura brasileira


*Colaboração de Celso Augusto Uequed Pitol e Linda Lúcia Uequed Pitol
Quando Machado de Assis jazia moribundo no que viria a ser seu leito de morte no bairro do Cosme Velho, em 1908, um menino de 18 anos entrou em sua casa. Nascido nos bairros periféricos da então capital federal, como Machado, o jovem era dado à literatura, à observação arguta da sociedade, ao estudo dos caracteres sociais que vemos todos os dias. Chegando ao local, o menino aproximou-se e, num gesto que provocou impressão dos presentes – políticos, jornalistas, escritores – beijou-lhe a mão. O caminho dos dois havia sido, entretanto, bem diferente. As pretensões literárias do jovem carioca, inspiradas pelo mestre Machado, em breve cessariam. Permaneceria, entretanto, a preocupação social e o gosto pela literatura,ainda que plasmadas em novos contornos.
Astrojildo Pereira para sempre lembraria daquele momento diante de Machado de Assis. E não só ele. Euclides da Cunha, um dos vários grandes nomes ali presentes, fez questão de mencionar o momento em um artigo intitulado “A última visita”, publicado no Jornal do Commercio da época: “ Naquele meio segundo em que ele estreitou o peito moribundo de Machado de Assis, aquele menino foi o maior homem de sua terra”, escreveu Euclides da Cunha. E fez uma previsão: “Qualquer que seja o destino desta criança, ela nunca mais subirá tanto na vida”.
Hoje, quando a criança nascida a 8 de outubro de 1890 completaria 120 anos, torna-se difícil dizer se a previsão do autor de “Os Sertões” mostrou-se acertada. Como dissemos, Astrojildo Pereira e Machado de Assis seguiram caminhos muito diversos e qualquer comparação é complicada. O fato é que Machado sempre serviu como norte para a carreira de Astrojildo como crítico literário: dedicou vários ensaios ao escritor, que muito serviram para a criação de uma linha de pesquisa sociológica da obra machadiana, como a de Raymundo Faoro e de Roberto Schwarz. Astrojildo inteligentemente rebate a idéia, presente então – e ainda hoje – em muitos setores da esquerda menos iluminada, de que Machado de Assis era alheio ao debate político nacional de sua época. Como ele aponta, além de sua destacada participação como jornalista político, Machado fazia uso do humor para apontar os problemas sociais brasileiros: “o humorismo era seu método, a ironia a sua arma, a sátira a sua forma de crítica e política social”, disse o crítico. Além disso, as transformações sociais do Brasil estavam presentes em várias de suas obras, como em Memórias Póstumas de Brás Cubas, Iaiá Garcia e outras, forma de observação arguta de ideais burgueses dissolvidos (casamento, patriarcalismo, etc, etc).
A importância de Astrojildo para a cultura brasileira da primeira metade do século XX é imensa. Foi o responsável por converter Luís Carlos Prestes ao marxismo. Recebeu elogios do conservador Gilberto Freyre, seu pólo oposto na discussão política; conheceu e manteve relações próximas com Lima Barreto, Nelson Werneck Sodré, Graciliano Ramos e Otto Maria Carpeaux, um de seus amigos mais próximos, que via em Astrojildo um dos melhores nomes do marxismo em terras tupiniquins. Como é infelizmente frequente entre os mais refinados intelectuais de esquerda, foi rechaçado por muitos dentro do movimento operário e tachado de elitista e pequeno-burguês pelas suas relações intelectuais e pessoais com setores não diretamente ligados ao marxismo. Sua admiração por Ruy Barbosa e pelo já citado Gilberto Freyre, por exemplo, e os elogios públicos que um Nelson Rodrigues lhe fazia foram decisivos para que seu nome acabasse um tanto esquecido por seus pares. Até hoje, seu nome ressoa pouco nos ouvidos dos esquerdistas mais jovens, mais preocupados, talvez, com caricaturas de revolucionários - e dizemos "caricatura" em mais de um sentido - em camisetas baratas do que com a leitura. Mas isso é outra história.
Ou talvez não. Tal é, infelizmente, o destino de quem pensa com independência. Mais do que suas idéias – muitas das quais merecem revisão – , mais até do que sua obra – que segue em permanente atualidade- o que Astrojildo Pereira deixa como legado para a cultura brasileira e, em especial, para a esquerda brasileira é, sobretudo, uma atitude intelectual. Em vez de fechar-se ideologicamente, em vez de louvar e apoiar chavões como “cultura de periferia” e assemelhados, Astrojildo sempre mostrou renovada curiosidade intelectual pela produção cultural todas as correntes, dentro e fora do espectro político ao qual pertencia. E nisso se insere no que há de melhor no pensamento progressista ocidental , que o Brasil, cada vez mais afundado em patrimonialismos e estatismos travestidos de democracia de massas, parece sistematicamente querer ignorar. Mas isso é outra história. Ou talvez não.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

120 anos de nascimento de Astrojildo Pereira






Astrojildo Pereira, fundador do PCB e seu seu segundo Secretário-Geral .nasceu em 8 de outubro de 1890 na localidade de Rio dos índios no município de Rio Bonito-RJ e sua trajetória de vida confunde-se com a história do movimento operário no Brasil.

Este ilustre brasileiro que que é o patrono da Fundação que leva seu nome instituída pelo PPS para estudo e à reflexão crítica da realidade, na construção de referências teóricas e culturais que incidam sobre as lutas democráticas da sociedade brasileira.foi de renome, escritor, analista e especialista na obra de Machado de Assis .Ainda jovem, iniciou-se em organizações operárias de orientação anarquista, tendo sido um dos promotores, em 1913, do II Congresso Operário Brasileiro. e, com o advento da 1ª. Grande Guerra toma posições de condenação ao belicismo europeu. São inúmeros os seus artigos nos jornais A Barricada, o Clarim e a Voz do Pedreiro – órgãos de divulgação dos operários brasileiros.

Com a vitória da Revolução de Outubro de 1917, na Rússia, soma-se a Lima Barreto para condenar a 1ª Grande Guerra Mundial e enaltecer a conquista soviética.

Em fevereiro de 1918, lança um folheto, com o título de A Revolução Russa e a Imprensa, sendo a primeira publicação de defesa da Revolução Bolchevique, usando, naquela data, o pseudônimo de Alex Pavel dentre os vários que utilizava como Tristão, Aurélio Corvino, Juca Pirama e Pedro Sambe .

Nesta mesma época de 1918, exercia a redação dos jornais Crônica Subversiva e O Germinal, tendo sofrido, então a sua primeira prisão, quando da greve dos trabalhadores de transporte da Cantareira que era ligação era via marítima, entre o Rio de Janeiro e Niterói. Pouco tempo depois, libertado, se une a José Oiticica, Agripino Nazaré e outros da ala anarquista, objetivando a tomada do poder. Às vésperas do levante, por denúncia de um tenente do exército, novamente é preso, junto com mais 13 companheiros.

Fora da prisão, em 1919, integra o grupo que fundou o Partido Comunista Libertário, dirigindo o jornal Spartacus, órgão oficial dos libertários comunistas. Entretanto, ocorreu a cisão do movimento anarquista, tendo em vista uma parte apoiando o movimento revolucionário soviético e outro não aceitando o movimento de outubro. Astrojildo, refutou estas considerações, em favor dos bolcheviques. O controvertido embate, colocou ele de um lado, utilizando-se das páginas do O Internacional e, de outro, Edgard Leuenroth, utilizando-se do jornal A Plebe. Isto tudo, entre os anos de 1920 a 1922.

Já em 1920, assume a direção do jornal Voz do Povo, da Federação Operária do Rio de Janeiro e a partir de 1921, iniciou uma série de reuniões, visando a adoção de um “novo movimento revolucionário de amplitude histórica”. Assim, em novembro de 1921, criou-se o Grupo Comunista do Rio de Janeiro, tendo à frente Astrojildo e mais doze membros. Como parte da estratégia, lançou-se, em janeiro de 1922, a revista Movimento Comunista, de grande circulação nos sindicatos operários.

Em 1922, esse grupo se reúne em Niterói, entre os dias 25 e 27 de março, organizando o Congresso de Criação do Partido Comunista. Os principais articuladores: Abílio de Nequete (barbeiro), Astrojildo Pereira (jornalista), Cristiano Cordeiro (contador), Hermogêneo Silva (eletricista), João da Costa Pimenta (gráfico), Joaquim Barbosa ( alfaiate ), José Elias da Silva (funcionário público), Luis Peres (operário vassoureiro), Manuel Cendón (lfaiate). A última seção dessa fundação foi realizada na casa onde residiam os pais de Astrojildo Pereira, em Niterói.

No ano de 1924, já como Secretário Geral do PCB, Astrojildo Pereira viaja para a então URSS, enviando as suas famosas “Cartas da Rússia”, para os jornais O Paiz e Solidário.

O ano de 1925 marca a confirmação de Astrojildo Pereira como Secretário Geral, pela reunião do II Congresso do PCB. Inicia-se a publicação do jornal A Classe Operária, órgão oficial do partido, tendo Astrojildo Pereira e Octavio Brandão, como seus redatores. E nesse mesmo ano, a Comissão Central Executiva do PC, destaca Astrojildo para o seu contato com Luís Carlos Prestes, em Pouerto Suarez, na Bolívia, onde o Cavaleiro da Esperança se encontrava com a sua famosa e histórica “Coluna Prestes”. Este encontro e o que foi conversado, Astrojildo publicou no jornal A Esquerda, dirigido por Pedro Mota Lima, em janeiro de 1928. Neste último ano, no VI Congresso Internacional Comunista, em Moscou, foi eleito membro da Comissão Executiva da organização.No III Congresso do PCB, Astrojildo foi duramente criticado pela sua linha política adotada e as divergências internas se apresentaram de maneira contundente para o velho Jildo. Isto foi reflexo das tratativas divisionistas iniciadas em meados de 1928.

Entre os meses de fevereiro de 1929 a janeiro de 1930, em Moscou, na Internacional Comunista, com a presença de Astrojildo, o PC foi acusado de “direção fraco” e de “composição pequena-burguesa”. De volta ao Brasil, completamente desorientado e abalado, trouxe em sua bagagem, pela orientação do VI Congresso Internacional, a promessa de “combate ao trotskismo e a necessidade de acelerar a proletarização do Partido”. Isto significou, tanto para Astrojildo como para os outros membros da cúpula do PC, a decisão irrefutável de agir e fazer-se valer de operário. O chamado “Obreirismo Intransigente” que atingiu em cheio o Partido, foi um grande denominador para que Getúlio Vargas chegasse ao poder.

Em 1930, por decisão do Comitê Central, é afastado da Secretaria Geral, acusado de resistir a esta proletarização. Com efeito, é deslocado para trabalhar junto ao Comitê Regional em São Paulo. Da capital paulista, em julho de 1931, redige uma carta que confirma o seu afastamento do PC e a sua vontade de somente colaborar com o Partido, mas não sendo mais de sua composição. Neste mesmo ano é preso novamente e enviado para o Rio Grande do Sul. Solto, em seguida, volta para o Rio de Janeiro e retoma o seu trabalho no comércio de bananas, negócio este herdado do seu pai.

Em abril de 1932, casa-se com Inês Dias Pereira, filha do histórico anarquista Everardo Dias – uma companheira que lhe foi sempre presente em toda vida. Nesse ínterim é expulso do PCB.
Após esta expulsão, passou a escrever e ler sobre várias questões políticas e literárias, mesmo porque, como ele próprio dizia, “estou apenas assuntando”.

De 1933 e 1934, retomou as atividades intelectuais, escrevendo artigos e que depois seriam os mesmos reunidos no livro URSS, Itália e Brasil, lançado em 1935. De 1940 a 1945, intensificou as suas produções literárias, como crítico nos jornais Diário de Notícias e Diretrizes.

No ano de 1944 publica a obra Interpretações, reunindo estudos sobre literatura, história, política e ensaios sobre Machado de Assis, de quem se tornou, ao longo dos anos, um dos seus maiores e mais conceituados críticos

Em fins de janeiro de 1945, participa do I Congresso Brasileiro de Escritores, em São Paulo, como representante do Rio de Janeiro. A sua presença marcante neste evento, bem como as suas intervenções, valeram como bússola do referido congresso caracterizado pela oposição dos homens de letras à ditadura. Nisto, foi ele um dos articuladores da redação da Declaração de Princípios do encontro.

O ano de 1945, após 15 anos ausente do PC, marca a sua volta às fileiras, com um pedido de readmissão. Neste ano, o PC é legalizado. Contudo, o seu ingresso só foi possível mediante a apresentação de uma carta de autocrítica, que ele mesmo fez questão de denominar “Mea culpa”. A partir daí, é designado para o cargo de diretor de duas revistas e eleito suplente do Comitê Nacional do Partido. É nessa época que assume a redação da revista mensal Literatura, surgida em 1946

A partir do ano de 1948 ressurge, como um Ícaro, o jornalista, crítico literário e homem da política Astrojildo Pereira, numa intensa e significativa atividade que se segue:

Colaboração nos jornais do PCB – Imprensa Popular, de 1948 a 1958; na revista Novos Rumos, de 1958 a 1964. Diretor e redator-chefe da revista Problemas da Paz e do Socialismo. Em 1958, cria e dirigi a revista Estudos Sociais, que circulou até 1964. Publica, em 1959, o livro Machado de Assis: Ensaios e Apontamentos Avulsos. Em 1962, lança o livro Formação do PCB: 1922-1928.

Em 1963, Astrojildo Pereira lança o seu quinto e último livro Crítica Impura: Autores e Problemas, obra de realce e para a compreensão da época e do seu afastamento do PCB.

Nos últimos anos de sua vida, pertenceu à Comissão Machado de Assis, designado pelo Governo Federal, para a preparação e comemoração das obras machadianas. Nesse período retornou à União Soviética, para tratamento de sua saúde.

Com o golpe militar de 1964, Astrojildo Pereira é preso e indiciado em diversos inquéritos policiais-militares, como os relativos ao PCB e ao ISEB, bem como à imprensa comunista. Na prisão, agrava-se o seu estado de saúde e a sua libertação só ocorreu depois de intensa e significativa campanha. Esta sua detenção ocorreu em outubro de 1964, porém, só em 5 de janeiro de 1965, após 3 meses de encarceramento, é lhe dado a liberdade, por força de habeas corpus.

Mas, com a sua saúde debilitada, não resiste e em 20 de novembro de 1965 vem a falecer no Instituto Brasileiro de Cardiologia no Rio de Janeiro. Seu sepultamento ocorreu no dia seguinte, em Niterói, incumbindo de lhe fazer a homenagem à beira do túmulo o seu grande e fiel amigo Otto Maria Carpeaux.

Sobre a figura de Astrojildo Pereira, assim declarou o saudoso bibliófilo José Mindlin:

“Sempre admirei a figura de Astrojildo Pereira, e lamentei não ter tido oportunidade de conhecê-lo pessoalmente. Li, entretanto, seus trabalhos, e considero-o um de nossos melhores críticos literários e pesquisadores de literatura brasileira. Admiro-o, no entanto, não somente como escritor e crítico literário, mas também por sua coragem, seriedade, e força de convicção em sua atuação política”.

Quando da edição da obra póstuma Ensaios Históricos e Políticos, de Astrojildo Pereira, em 1979, assim se expressou o escritor e amigo Heitor Ferreira Lima:

“Estatura mediana, cheio de corpo, rosto rosado, liso, cabelos louros, óculos claros de arcos de ouro cobrindo-lhe os olhos azuis vivos, sorriso franco e acolhedor, apresentava a figura simpática, atraente logo à primeira vista. Calmo, sério, falando sem pressa, tinha prosa agradável e variada. Jovial e simples, apreciava anedotas, bebendo ás vezes cerveja, nos encontros de cafés, com os companheiros. Vestia quase sempre jaquetão azul-marinho, usando palheta, o chapéu da moda. Os bolsos do paletó estavam invariavelmente cheios de jornais, em certas ocasiões carregava livro na mão. Costumava ir à União dos Alfaiates, no início da Rua Senhor dos Passos (não dando ainda comunicação com a Rua Uruguaiana), onde traduzia aos presentes, em encontros informais, artigos de La Correspondance Internationale, sobre a situação internacional, frequentemente a respeito da China, então em plena ebulição revolucionária, e da União Soviética. Não fumava e jamais falava exaltadamente. Solteiro, morando em Niterói com a família, na Rua Visconde do Rio Branco, no. 15, onde se realizaria a última sessão do Congresso da Fundação do Partido Comunista, vinha todos os dias ao Rio de Janeiro, onde trabalhava em jornais de menor importância, ora como redator oura como revisor.... Não fazia ironia ou brincadeiras com ninguém; ao contrário, tratava todos com grande amabilidade. Nunca se referi a futebol ou filmes, embora fosse freqüentador de cinemas, sua maior distração. Jamais denegriu os anarquistas e seus amigos companheiros, mantendo por eles respeito. Este é o Astrojildo Pereira que conheci”.




Prezados amigos do PPS - por Berfran Rosado

Ao saudá-los, gostaria de agradecer o empenho e o trabalho que o nosso PPS ofereceu nesta caminhada.

Como candidato a vice-governador na chapa com Yeda Crusius, que buscava a reeleição, mantenho a convicção no acerto da aliança que constituímos, com muito diálogo, nesta eleição no Rio Grande. Durante todo o processo, ficou nítido para nós e para grande parcela da população de que representamos um sólido campo político, que não se afastou, um milímetro sequer, de suas posições, de seus fundamentos e origens. Temos a certeza de termos feito a boa e grande política.

Fizemos uma campanha propositiva, que não deu lugar aos embates pessoais, mesmo quando o governo foi atacado de forma premeditada, visando à candidatura. Apresentamos as realizações de um governo que, com coragem e competência, fez o que nenhum outro conseguiu. Yeda enfrentou e resolveu problemas históricos e cruciais para o desenvolvimento do Rio Grande. E os resultados, em todas as áreas, são substanciais. Para usar apenas um deles - que foi muito utilizado e desvirtuado por um dos adversários - e que trata de crescimento, é importante informar que o RS cresceu mais do que o Brasil neste ano. Nosso Estado teve índices de crescimento de mais de 10%, enquanto o Brasil ficou aquém deste valor, não saindo da casa dos 8%. Enquanto mostrávamos as conquistas alcançadas e as propostas para o segundo mandato, os adversários prometiam fazer o que já estava feito ou em andamento. Ou seja, tratavam de pautas já superadas.

Nós, do PPS, respeitamos a escolha da população e reiteramos que tão importante quanto saber ganhar é saber perder, pois se a nossa foi uma derrota eleitoral, não foi política. O PPS segue com seu propósito de trabalhar pelas pessoas, buscando mecanismos e empreendendo ações que melhorem suas vidas. Seguiremos, atentos, contribuindo para a construção de um Estado melhor, mais moderno, mais desenvolvido e mais humano.

Agradeço e parabenizo a todos que colocaram seus nomes à disposição do PPS neste pleito, destacando, de forma especial, as reeleições de Paulo Odone e Luciano Azevedo, que receberam votações expressivas, orgulhando a todos os integrantes do nosso partido.

Um forte abraço



Berfran Rosado

Deputado Estadual - Presidente do PPS/RS

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PPS pedirá inquérito contra Lula por reunião na Alvorada

Por Gustavo Uribe, da Agência Estado:
O PPS anunciou no início da tarde desta terça-feira, 5, que irá ingressar nesta semana com representação no Ministério Público Eleitoral (MPE) pedindo a abertura de inquérito contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em decorrência de reunião promovida na manhã desta segunda no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente. O evento contou com a participação de governadores e senadores eleitos que fazem parte da base de apoio do governo. O objetivo foi discutir estratégias para a campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff, no segundo turno.

Na representação, o PPS deve alegar que o presidente infringiu o artigo 73 da Lei Eleitoral Nº 9.504/2007, que veda o uso de imóveis públicos em benefício de candidatos. A sigla oposicionista argumenta ainda que a reunião foi feita em “pleno horário de expediente”. “É claramente a utilização de recursos dos cofres públicos para fins eleitorais, o que configura um crime eleitoral”, acusa o deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE).

O parlamentar estuda ainda ingressar com representações contra os governadores e senadores presentes no evento, pelo suposto uso de dinheiro público no deslocamento até Brasília, bem como na hospedagem na capital federal. Alguns políticos presentes participaram ontem de encontro com a candidata Dilma e pernoitaram no Distrito Federal.




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Serra convoca Brasil para virar o jogo no segundo turno

Placar zerado. Uma nova partida se inicia neste momento, quando as urnas garantem a José Serra (PSDB) a ida para o segundo turno. Com quase 100% das urnas apuradas, o ex-governador de São Paulo ficou em segundo lugar, com 32,63.% dos votos válidos. Assim, ele já está disputando a eleição presidencial contra Dilma Roussef (PT), que obteve 46,87% dos votos válidos.

Serra recebeu até agora mais de 33 milhões de votos, seguido por Marina Silva (PV), que obteve quase 20 milhões de votos.

Horas depois do resultado, ainda na madrugada de domingo, Serra reforçou o pedido para que os brasileiros confiassem nele também para enfrentantar o segundo turno e apresentou os motivos.

"Vamos governar o Brasil com muito empenho", afirmou Serra, também se comprometendo a lutar por um país "mais justo" e voltou a dizer que o país pode ficar "melhor do que está".

O tucano também disse que é o hora do país conhecer melhor as duas biografias postas nesta etapa da campanha.

“Eu tenho uma só cara, que nem todo mundo acha bonita. Não tenho cofre em casa e todo mundo sabe o que eu penso. Sou a favor da liberdade de imprensa”, disse o tucano, se referindo aos R$ 113 mil em dinheiro que Dilma declarou que guardava em casa.

O candidato do PSDB também disse que vai trabalhar em áreas que o país, na sua avaliação, voltou atrás, citando a saúde e a educação. Também prometeu buscar um crescimento da economia, no sentido de ajudar as pessoas que não encontram trabalho.

Salto alto


O resultado desta votação silencia petistas que já preparavam a festa da vitória na Esplanada dos Ministérios, conforme noticiou a imprensa. Diversos institutos de pesquisa também davam como certa a eleição da petista ainda no primeiro turno.

A tendência é de que com a eleição, já no primeiro turno, dos tucanos Antônio Anastasia para o governo de Minas Gerais e de Geraldo Alckmin, em São Paulo, Serra consiga reunir mais apoio nos dois maiores colégios eleitorais do país.

Outra perspectiva é de que o PSDB e aliados (PPS e DEM) busquem alianças com o PV e com a própria Marina Silva.

A votação em segundo turno será realizada no dia 31 deste mês.


FONTE: Portal PPS Nacional

http://portal.pps.org.br/