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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Incompetência do Ministério da Educação desmoraliza o Enem, diz Freire


Foto: Tuca Pinheiro
Incompetência do Ministério da Educação desmoraliza o Enem, diz Freire
Freire: ministro Haddad é "um dos enfants terribles do governo Lula".


Por: Valéria de Oliveira


O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), atribuiu à "pura incompetência" do governo, e mais especificamente do Ministério da Educação, a desmoralização por que vem passando o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) por causa de erros nas provas aplicadas a milhões de alunos. O MEC, no atual governo, disse Freire "é uma trapalhada só". Segundo ele, um ministério que admite a censura de Monteiro Lobato "é capaz de toda e qualquer besteira".


O Enem foi realizado no último fim de semana. As provas amarelas continham questões em duplicidade e algumas com o mesmo número. O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) descartou anular o Enem, mas a Justiça do Ceará já suspendeu temporariamente os efeitos do exame.


Não é a primeira vez que o Enem sofre um baque. Ano passado, as provas foram roubadas da gráfica Plural e "vazadas". Outras tiveram de ser aplicadas a milhões de alunos. Freire acha que os episódios são "um sinal de como o nosso sistema educacional está mal". O deputado chamou o ministro da Educação, Fernando Haddad, é "um dos enfants terribles do governo Lula".


Para Freire, não existem interesses em desmoralizar o Enem com os erros nas provas. "É uma desmoralização fruto da incompetência mesmo, não há nenhuma articulação, não". Ele defendeu a reformulação do Enem. "Hoje, ele tem a marca de malfeitorias, mas a idéia de termos uma avaliação nacional é correta e importante para o sistema educacional brasileiro".


Ainda ontem, no twitter do MEC um post afirmava que os alunos que já "dançaram" no Enem tentavam tumultuar com mensagens nas redes sociais e que eles estavam sendo monitorados e acompanhados para posterior processo judicial. Freire disse que a autoridade pública é que deve ser processada e responsabilizada. Ele atribuiu "a intimidação" à falta de argumentos do ministério.


Fonte:Portal PPS

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