José Serra foi recebido com grande entusiasmo pelos canoenses nesta sexta-feira, 22 de outubro. Quando o candidato desceu do trem na estação Canoas, por volta das 20h30min, um grupo de cidadãos o aguardava com bandeiras e faixas.No vagão do trem foi cumprimentado e conversou com passageiros como a moradora do bairro Guajuviras, em Canoas, Donizete Muniz que fez questão de agradecer à Serra a iniciativa do mutirão da Catarata que desenvolveu quando era Ministro da Saúde. Ela contou que graças a cirurgia feita na época seu marido marido, Airton Pereira, de 54 anos, foi salvo da cegueira.
O candidato estava acompanhados de diversas lideranças políticas gaúchas como Paulo Odone-PPS, Berfran Rosado-PPS, José Fogaça , Alceu Moreira e Osmar Terra-PMDB, Nelson Marchezan-PSDB e Germano Bonow-PP e foram recepcionados pelas lideranças do PPS Municipal, do PSDB e do DEM, que acompanharam o candidato até o comitê do PV na rua Dr. Barcellos. Ali, recebeu o apoio de Gisele Uequed , que foi a candidata mais votada do PV no estado. Serra agradeceu o que qualificou como "apoio combativo" e ressaltou que tem muitas afinidades com o Partido Verde que fazia parte de sua base de aliados como prefeito de São Paulo sendo que o seu secretário do Meio Ambiente do governo de São Paulo foi Eduardo Jorge, filiado ao Partido Verde.
Logo depois, Serra dirigiu-se até o comitê suprapartidário (DEM-PPS-PSDB) à rua Santos Ferreira, onde nova multidão o recebeu para um discurso conclamador.
Lembrou que a cidade foi a primeira que ele conheceu na região metropolitana eis que aqui esteve por ocasião da construção do hospital de Pronto Socorro. Referiu uma conversa que teve hoje com um usuário do Trensurb que externou a ele sua insatisfação com a situação da saúde pública. Serra ressaltou que durante sua gestão como Ministro da Saúde houve um avanço na área e agora o governo federal promoveu um retrocesso causando angústia e mesmo desespero ante a falha no atendimento à saúde pública.
Lembrou as ações que promoveu em São Paulo e que pretende implementar em todo Brasil como o laboratório médico de especialidades com 25 especialidades, 15mil consultas e 40mil exames ao mês. Serra considera curioso o fato de que a candidata do PT apresenta como proposta sua uma cópia dos laboratórios que ele implementou em São Paulo, sendo que em oito anos o governo atual nada fez para melhorar o atendimento à saúde. Como prefeito, Serra fez 30 Laboratórios de Especialidades e o governo de Dilma não fez nenhum. Agora apresenta como proposta de campanha com outro nome.
Lembrou também o Mãe Paulistana, um programa que implementou em São Paulo que envolvedistribuição de enxovais aos recém nascidos de famílias carentes e atendimento para a mãedurante a gestação e até um ano após o parto e que foi criticado e mesmo ridicularizado por Marta Suplicy do PT que foi candidata a prefeita na sucessão de Serra, sendo derrotada.Agora a candidata do governo promete implantar um programa igual com outro nome.Serra ressalta que tal atitude mostra o vazio da candidatura oficial.
Alertou que a saúde no Brasil precisa de " uma virada" sob pena de piorar cada vez mais e fala como alguém que tem grande experiência na área.
Serra foi o criador da Agencia Nacional de VigiLância Sanitária que tem de aprovar a produção de medicamentos genéricos para serem produzidos. No governo atual a Agência está segurando a produção, acarretando um gasto de mais de dois bilhões de reais para a população pela ausência desses genéricos nas farmácias.'"Eles andam devagar" afirma Serra e com isso a população fica privada de ter acesso a remedios mais baratos.
Prometeu "tirar o atraso" na saúde, na segurança e na educação e nos investimentos.Falou sobre o PAC que o governo tanto alardeia e que consiste em uma lista de obras em uma folha de papel e que leva o nome de plano de aceleração, sendo que de plano não tem nada eis que inexiste planejamento e muito menos de aceleração.Lembrou a situação crítica que vivemos na região com a situação de estrangulamento da BR116 e a omissão do governo federal.
O trem urbano poderia virar metrô de superfície como fez em São Paulo em 160 Km com a qualidade, o conforto e rapidez disso resultante e o trem ser ampliado na capital com uma rede de trens. Serra prometeu implementar isso dentro de sua filosofia de governar o Brasil para todo todos os brasileiros e não para um partido.
Ao lado de Fogaça, afirmou que este teria sido melhor governador do que o governador eleito mas ressaltou que a carteirinha partidária do governador do estado não terá influência no seu modo de governar pois pretende ajudar o Rio Grande, cooperar com o Rio Grande, independente de quem seja o governador pois propugna pela convivência democrática dos adversários e não entende aqueles que tratam competidores como inimigos a serem destruídos. 'Eu vou, como presidente, governar para todo o país. Não vou fazer aquilo que o adversário faz. Eu não sou uma pessoa de ódios, não levo ódios e nem me junto a turma de ódios. Eu me junto a pessoas parecidas que sabem que a batalha que temos no Brasil é uma batalha que visa somar para o bem do país. Governante é servidor público . Serve e se não quiser servir por favor fiquem fora".
Referiu-se a Petrobrás como exemplo do que não deve ser feito com as empresas públicas. Lembrou que os adversários inventam que existe intenção de privatizar efetivamente o que não é verdade pois Serra pretende é na verdade estatizar a empresa, acabando com o sistema em vigor de distribuição de partes da mesma para aliados do governo como a Petrobrás Distribuidora que tem setores entregues a Collor que é aliado de Dilma.
Ressaltou o prejuízo que o Rio Grande teve com a política econômica do atual governo, firmou compromisso de auxiliar o estado, sendo que entende ser vital para o Brasil o Rio Grande ir bem, e pediu um presente caso eleito : ser considerado cidadão honorário do que ele chamou de " pátria gaúcha", referindo-se ao forte sentimento nativista existente no Rio Grande.Compromete-se a estar junto com os gaúchos quando no governo.
Prometeu aprender a cantar o hino, sendo que foi um momento especial quando Fogaça em conjunto com os presente declamou a estrofe final do hino riograndense :"Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra", que foi repetida por Serra que brincou com o fato de que sua pronuncia da letra r é semelhante a dos gaúchos.
O tom do pronunciamento não era discursivo e sim como uma conversa entre amigos com Serra contando fatos de sua vida relembrando suas passagens por Porto Alegre quando estudante em um festival nacional de teatro em que participou como diretor. representando a Escola Politécnica de São Paulo onde cursava Engenharia e fazia direção de teatro e na ação política como presidente da UNE , onde "fiz muita agitação aqui antes de 64". Relembrou sua amizade com Brizola e declarou que quando voltar ao estado virá como alguém que vem à sua terra independentemente de quem aqui estiver governando.
Ao final, enfatizou o fato de que temos nove dias para buscar os votos , sendo que cada voto é importante,lembrou a importância de ir atrás daqueles votos que não viriam sem nosso esforço, pois nesses dias estaremos decidindo o futuro do Brasil, se teremos um bom futuro ou não.
"Não quero ser pretensioso mas caiu nas minhas mãos essa responsabilidade e ela é verdadeira não se pode brincar com o governo do Brasil." " Nós temos que ter no governo brasileiro um democrata, gente preparada, experimentada, que some um governo que será de união nacional, pois os problemas são muitos."
Saímos do encontro de braços dados, cabeça erguida e coração leve com pede nosso José Serra e convictos da importância de intensificarmos esforços em prol da candidatura que representa o melhor caminho para os destinos do Brasil.
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Fotos: Assessoria de Imprensa / PPS Canoas
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