Membros da Executiva se reuniram nesta terça-feira, em Brasília
Por: Assessoria do PPS
A Executiva Nacional do Partido Popular Socialista (PPS) aprovou, nesta terça-feira, o documento-base que orientará os debates que serão desenvolvidos durante o XVII Congresso Nacional do partido. O evento será realizado nos dia 9, 10 e 11 de dezembro, em São Paulo.
Três pontos chamam a atenção no documento: a ampliação e democratização do partido, o reconhecimento de que há uma crise de representação política no mundo e no Brasil e a reafirmação de que o PPS é uma força política de esquerda.
No texto, que ainda passará por uma redação final para contemplar destaques apresentados, será divulgado na íntegra até o final desta semana. Nele, o partido também analisa a conjuntura político-ecônomica e mostra a dirigentes e filiados por onde a legenda caminhou e para onde deve caminhar.
Ações
Dentre as medidas para reavaliações internas, a Executiva prega o fortalecimento e a autonomia dos diretórios, em todos os níveis. Inova ao propor reuniões por meio eletrônico. Também propõe como tarefa imediata para aqueles que estão no partido ações para atrair novas lideranças, visando as eleições do próximo ano. Sob o lema, “Faça mais por sua cidade”, o PPS diz que é desta forma que o partido enfrentará o desafio do pleito municipal em 2012.
O documento sugere ainda que se implante um sistema de consultas aos dirigentes e filiados sobre os temas objeto da pauta do partido, além de ações para a formulação e implementação de políticas de renovação das direções em todos os diretórios.
Crise de representação
O PPS reconhece que houve um avanço da democracia no Brasil e no mundo, mas que há um cenário de instabilidade político-econômica na Europa, nos países árabes e entre nós, brasileiros, principalmente, por causa dos sucessivos casos de corrupção.
“A reforma da representação política é, portanto, uma tarefa urgente na democracia moderna”, diz o texto.
O documento alerta para o aumento sem precedentes de escândalos em nosso país.
Em outro ponto, o PPS diz que: “O grau de deterioração da República já afeta a legitimidade da democracia de maneira aguda".
Partido democrático e de esquerda
O documento-base traz ainda de forma explícita que o PPS é um partido democrático e que, tal como ontem, hoje, se posiciona no campo da esquerda.
“Equidade é condição de participação e partilha de responsabilidade, é condição de eficiência, na produção e na política, e fundamento da socialização da riqueza socialmente produzida”, frisa-se em outro ponto.
Lula-Dilma
Ao analisar os governos dos presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o PPS afirma que a relação das duas gestões com seus aliados, baseada no fisiologismo e na condescendência com a corrupção, colocaram em xeque o modelo de presidencialismo de coalizão. “Essa situação faz com que a coalizão do governo, em muitos momentos, acabe imobilizada, pois não há unidade programática em relação ao futuro”, ressalta o texto.
Ao resumir as duas gestões petistas, o partido critica ainda o viés paternalista adotado pelo PT, numa aliança montada com setores da burguesia, baseada estritamente em políticas compensatórias. O PPS defende a adoção de projetos de inserção produtiva, que podem ser alavancados com grande investimento em educação e ciência e tecnologia. É preciso, na avaliação do partido, formar cidadãos plenos e não multidões dependentes da ajuda do governo para sobreviver.
Participaram da reunião da Executiva Nacional, em Brasília, o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), o secretário-geral do partido e líder da bancada na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), o deputado federal Arnaldo Jordy (PA), os deputados estaduais Luiz Castro (AM) e Luzia Ferreira (MG) e os dirigentes Raul Jungmann (PE), Francisco Inácio de Almeida (DF), Tereza Vitale (DF), Caetano Araujo (DF), Irina Storni (DF), Dina Lida Kinoshyta (SP), Givaldo Siqueira (RJ), Regis Cavalcante (AL), Wober Júnior (RN), Juarez Amorim (MG) e Nilson Lima (SE).